quarta-feira, 23 de março de 2011

Conto do Paquito


Existia um rapaz trabalhador em uma fazenda, chamado “Paquito” sendo que era muito muito amado pelo seu patrão. Um dia estando de folga de seu trabalho, resolveu sair para uma caçada, para tal pegou sua espingarda e saiu todo alegre.

Porém no entusiasmo da caçada mirou um pato, mas, acertou por engano um dos “Gansos” do patrão.  Com medo de ser demitido, ele enterrou o animal as pressas, porém o “cozinheiro” viu o que tinha feito. 

No final da tarde voltou para casa e foi maldosamente abordado pelo cozinheiro, que lhe disse:

- "eu vi que você matou o ganso do patrão, vá lavar a louça, senão eu conto para ele o que você fez". 

Dia após dia o menino esteve preso pelo cozinheiro, onde lavou o chão, a roupa, a louça, etc, e o cozinheiro quase nada fazia. 

Um dia mesmo com receio da punição do patrão mas cansado da escravidão, pensou consigo mesmo: "eu irei ao patrão e confessarei o meu erro" e assim fez...

Sendo ouvido pelo patrão com atenção e amor, este lhe disse:

- "Paquito meu filho, gansos eu tenho muitos, mas, Paquito só tenho um" - abraçou-o com carinho e disse “estás perdoado”. 

No dia seguinte Paquito saiu assobiando ufano com o perdão alcançado.  Advindo novamente o “cozinheiro” que lhe disse:

- "vai agora lavar a louça", e veio a resposta do “Paquito" agora já livre daquele peso, "eu já contei para o patrão e fui perdoado".

Moral da história: nunca caia na mão do “cozinheiro”, vá sempre ao "patrão" que estará sempre pronto a te perdoar, pois seu perdão é libertador. Quantos "Paquitos" estão neste mundo debaixo da condenação do "cozinheiro"? Lhes é necessário a confissão para não mais servirem ao "cozinheiro". 

Nunca seja escravo de nenhum "cozinheiro"!

Conto extraído de uma história que meu avô Luiz Antonio Gonçalves contava, e agora repassado pelo meu pai a meu pedido.

Um comentário:

Jorge Segeti disse...

Deus vos abençoe